A história do rádio no Brasil – Globo Repórter (1983).
Vídeo com uma hora de duração com os primórdios do rádio, a era de ouro, rádio novelas, etc. Imagens raríssimas dos pioneiros do rádio. Um programa primordial para aqueles que amam o veículo. Assistam todo o programa pois vale a pena!
Rádio 2.0: Tudo está mudando!


Por Gabriel Passajou.
- Está preparado?
- Aperte os cintos:
- O rádio morreu! Pelo menos o rádio 1.0!
- Não é uma nota de falecimento, muito pelo contrário.
- O rádio acaba de renascer.
- Se precisamos de um marco, uma data, um evento para assinalar o início de uma nova era, é agora. Decore: 13 de janeiro de 2012!
- A Clear Channel, a maior rede de rádios dos EUA, com mais de 850 estações, acaba de tirar a palavra RÁDIO do seu nome.
- A empresa, antes conhecida como Clear Channel Radio virou CLEAR CHANNEL MEDIA AND ENTERTAINMENT.
- Não é pouca coisa. Outras redes deverão seguir o exemplo. O que vem em seguida? Outros países reproduzindo o padrão.
- ATENÇÃO: O rádio morreu como modelo de negócios para a Clear Channel.
- Agora não se trata de vender segundos (comerciais) entre músicas e prêmios. Isso acabou. Já era!
- Segundo a Clear Channel, rádio é conteúdo e entretenimento. E estamos falando em algo muito maior agora. O rádio inserido em uma direção sem precedente! E sem volta.
- Convergência.
- Ouça a musica, compre no site, adquira ingressos para shows desse artista, assista os videos, concorra à dvds e camisetas autografados, encomende um box exclusivo, saiba curiosidades, veja fotos da tour e confira a agenda de espetáculos. Rádio agora é isso… e em qualquer lugar! Tudo isso regado à um conteúdo direcionado.
- Esse é o objetivo da empresa agora. E a sua arma é o iHeartradio, um agregador das rádios do seu grupo. Outras redes negociam a entrada nesse app.
- Ninguém pode se dar ao luxo de ignorar esse movimento.
- Não é tendência , é realidade.
- O que vemos neste artigo é a constatação do que será o rádio em 10 anos! Uma dica mais do que valiosa!
- Talvez a SOBREVIVÊNCIA do rádio como mídia.
- Possivelmente a volta de usuários perdidos na última década. Quantas pessoas temos ouvido dizer: ‘Eu não ouço mais rádio!”?
- No último texto, comentei que o rádio não se integrou ainda com a internet como devia (leia aqui). Você acabou de ver a resposta cristalina da Clear Channel.
- Esse é o caminho e vamos por ele, queiramos ou não.
- Veja a nova missão da empresa. Saiba no que o rádio se transformará:
- CLEAR CHANNEL MEDIA AND ENTERTAINMENT: ” Distribui música, notícias, bate papo, esportes e outros conteúdos para diversas audiências através de múltiplas plataformas, incluindo: Estações de rádio, satélite, smartphones, iPads e outros tablets; Entretenimento móvel (em automóveis) e sistemas de navegação; e em eventos ao vivo.”
- Amigos, este é o rádio 2.0. Benvindos!
Que tal comprar um rádio em Las Vegas (EUA) no Ebay??

A rádio é a KXLI, info aqui: http://radio-locator.com/cgi-bin/finder?call=kxli&sr=Y&s=C&x=10&y=5
Boa sorte!
Glen McClain na Jovem Pan Sat.
Faleceu no Texas o locutor americano Glen McClain. Ele trabalhou na JP nos anos 90. Segue um sample do seu trabalho em 1996. RIP.
Arquivo de Henrique Durans.
Quando o avestruz acordar…

Por Gabriel Passajou.
- Eu gosto de fazer relações entre o rádio e outros ramos da economia.
- Existem leis universais que regem o sucesso de empresas. Características comuns que fazem marcas campeãs e outras medíocres.
- E o mais interessante, produtos que outrora foram fundamentais e hoje estão esquecidos, ou mesmo viraram pó.
- Alguém tem visto ultimamente lojas de suplementos de máquinas de escrever? Eu não. Imagino que existiam muitas há 30 anos!
- Empresas tem data de validade. Cabe ao gestor impedir que esse dia chegue.
- Hoje vi a notícia que a Kodak pediu concordata nos EUA. Deve U$ 7 bilhões.
- Há alguns anos Kodak era sinônimo de fotografia. O que aconteceu?
- Ignorou a tendência de fotos digitais e continuou investindo no setor onde era campeã: Filmes para máquinas fotográficas e câmeras analógicas.
- Todos sabiam na Kodak que perder o primeiro lugar era uma questão de tempo. A comodidade (e economia) do digital veio para ficar.
- Em resumo, tal qual um avestruz, escondeu a cabeça em um buraco no chão enquanto um novo produto se desenvolvia.
- A minha maior preocupação é que o rádio faça a mesma coisa.
- A internet, nossa grande aliada, ainda é vista com desconfiança por boa parte dos profissionais da área.
- Sim, usamos as redes sociais, nos comunicamos com os ouvintes através do Facebook ou Twitter.
- Mas basta arranhar a superfície para constatar que ainda estamos longe de imergir de forma definitiva na internet.
- Nosso mercado é peculiar. Ainda não sofremos concorrência direta de outras tecnologias de conteúdo radiofônico como nos países de primeiro mundo.
- De certa forma, a falta de infraestrutura da internet no Brasil ainda nos protege, pois impede que inovações e novos modelos de negócios sejam implementados.
- Existe ainda o problema do preço, sempre muito alto devido aos impostos e da própria ganância das empresas, sempre ávidas a ter margens de lucros várias vezes maiores que as similares estrangeiras.
- Tudo isso criou uma barreira que embora tenha garantido um porto seguro para o meio, é nefasto para o país. É uma “reserva de mercado” ancorada em investimentos que não foram feitos.
- Mesmo assim, acredito que o Brasil produz um dos melhores rádios no mundo!
- E mais, esse muro é muito mais prejudicial do que benéfico. O rádio teria grandes possibilidades de ampliar sua audiência, de atingir novos mercados se não fosse esse entrave.
- Como já disse antes, quem se antecipar à essa onda tem muito a ganhar.


















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