O making of de uma vinheta JAM.
Um vídeo histórico. Produzido em 2005 com os bastidores da produção da vinheta Top of the Hour da WABC em New York. Imperdível!
Eu e “o cara” em 2010!
Roberto Hais fala da sua carreira e a saída da Jovem Pan FM.

Por Fernanda Betini, do blog Na Chapa.
Como locutora, acredito ser imprescindível circular por várias rádios para conhecer outros profissionais que estão na ativa. Acompanhar o trabalho de quem tem o que ensinar devido o tempo dedicado à carreira, ajuda a reciclar e inovar na comunicação e, parar para escutar quem já tem anos de parceria coesa com o microfone e a “latinha”, se torna peça fundamental para permanecer na profissão de maneira séria e comprometida, tanto com a emissora que lhe acolhe, quanto com o ouvinte.
Entre nomes um dos nomes que temos atualmente no rádio, Roberto Hais conquistou seu espaço de maneira competente. Seu carisma é enorme e a maneira como conduz o programa que lhe é destinado a comandar é algo que merece muito respeito. Esse paulistano se mantém na cidade de origem e após passar por grandes emissoras como a extinta 89FM – A Rádio Rock e Joven Pan FM, hoje apresenta um programa na Rádio Disney FM , de segunda a sexta-feira das 13h às 17h e na Rádio Cultura AM das 20h às 0h, além das gravações que faz para a TV Cultura . Com quase 24 anos de profissão – completa em setembro – Roberto Hais fala sobre esse tempo dedicado à locução e a sua decisão de sair de uma rádio com mídia nacional como a Joven Pan2 e migrar para uma nova casa, ainda desconhecida do grande público.
Nessa entrevista, o nosso convidado deixa claro que o segredo do seu sucesso nessa profissão tão concorrida veio por causa do seu dinamismo e da sua vontade de se manter sempre em atividade.
Sobre a carreira
Na Chapa: Como começou a trabalhar na área de comunicação?
Roberto Hais: Bom, eu sempre fui ouvinte de rádio desde que me entendo por gente! Minha mãe ouvia muito rádio! Cresci ouvindo a Sandra Marta na Rádio Bandeirantes AM à noite… E o Tavinho Ceschi, a Sandra Groth na Rádio Cidade FM, o Emílio Surita e a Monika Venerábile na Jovem Pan FM… O “patrulheiro” Joca e o Beto Rivera (meu ídolo) na Jovem Pan, o Bob Floriano na Rádio Cidade…
Quando tinha 15 anos, fui na cara e na coragem bater na porta da Jovem Pan, e o Arnaldo Sacomani era o diretor-artístico…Ele me recebeu muito bem, nunca mais vou esquecer…Me botou no estúdio, me deu um texto que me lembro até hoje, me acompanhou e no final disse: “Moleque, você leva jeito!”
Imagina pra um menibno de 15 anos…Achando que poderia trabalhar com o Beto Rivera…rsss…Depois disso, nunca mais parei…Fui atrás do sonho que descobri pra mim.
Na Chapa: Você é uma referência positiva, principalmente na linguagem jovem. Passou por momentos delicados onde pensou que estaria tentando trabalhar em um meio que não era para você?
Roberto Hais: Obrigado pela “referência positiva” (é uma responsa!)… Quando sai da Transamérica em 1990, uma rádio pop-rock, com locução agressiva…Fui procurar outras rádios, e um mês depois estava na Rádio Cidade, uma rádio popular, com um estilo de locução totalmente diferente…Mas foi a oportunidade que tive de misturar o que tinha aprendido na Transamérica, com o desafio da Rádio Cidade…A partir daí achei meu estilo.
Na Chapa: Seu nome foi um dos destaques da 89FM – Rádio Rock e repetiu o mesmo sucesso na Jovem Pan2. Isso em uma época onde o forte das emissoras jovens era transmitir música com pouca referência sobre o locutor. Você se sentia ‘engessado’ no ar ou tinha liberdade para se comunicar mais com o ouvinte?
Roberto Hais: A 89, a Rádio Rock, foi um dos projetos mais importantes que esse país já teve em termos musicais, linguagem, humor, entretenimento, enfim…Foi uma “rádio completa” no significado da palavra. Fiquei lá até ela morrer…E um mês depois estava na JPan…Um estilo muito diferente..Mas me adaptei…Com certeza a passagem pela 89 e o que aprendi lá fez o diferencial quando fui pra JP.
Na Chapa: Integrou o time da JP2 por quanto tempo?
Roberto Hais: Quatro anos e meio
Na Chapa: Como foi o processo de trocar a conceituada JP2 para fazer parte de uma nova emissora que surgia em São Paulo ?
Roberto Hais: A Pan já não era mais um desafio pra mim…Eu não sou e nunca fui um cara acomodado na profissão… Fui procurar outro desafio e aí veio esse projeto da ‘Walt Disney Company’ de fazer uma rádio no Brasil. Meus olhos brilharam…Já pensou??.?..Trabalhar na Disney??? rsss… Deu certo e tô muito feliz

Na Chapa: Mantém um bom relacionamento com seus antigos diretores?
Roberto Hais: Todos eles graças a Deus me respeitam..Foram meus pais no rádio…
Na Chapa: A aceitação da Rádio Disney superou as expectativas?
Roberto Hais: A Rádio Disney tem muito a mostrar…Tem muita coisa pra acontecer nesse projeto…Eu tô muito feliz e acredito que meus diretores também.
Na Chapa: Trabalha em mais de uma emissora, com públicos distintos. Como lida com essa diferença de linguagem, do FM para o AM.
Roberto Hais: Vou te falar, é algo mágico trabalhar com públicos C O M P L E T A M E N T E diferentes…Não tenho personagens…Em ambos os meios, sou eu, mas com técnicas diferentes de comunicação… A experiência vai deixando você mais seguro.
Na Chapa: Onde busca referências para se reciclar?
Roberto Hais: Tenho ótimos diretores artísticos…Além disso, ouço rádios do mundo todo…Curto demais as americanas e as inglesas que são um show.
Na Chapa: Como enxerga a nova safra de locutores que estão surgindo no mercado. Tem objeções?
Roberto Hais: Conheço muita gente nova, muita gente apaixonada pela profissão e outros que fazem curso de locução e nem ouvem rádio (já tive exemplos quando dei aula)…Cada geração tem características muito particulares…Falar que essa ou aquela geração é ou foi melhor é não dar espaço a novas idéias! Temos de estar aberto ao novo, a arriscar…Cabe a quem tem experiência passar sem medo o que tem e aprendeu, e quem quiser absorver, estará a frente do seu concorrente numa vaga de emprego. Aprende-se a fazer rádio, ouvindo TODOS os estilos e segmentos nesse meio de comunicação.
Na Chapa: Pela sua experiência, o que pensa a respeito das WebRádios?
Roberto Hais: As webrádios andarão juntas com as estações de rádio, uma já é quase dependente da outra! Mas a falta de estrutura de base nos meios de comunicação nesse país ainda vão fazer que esse trabalho aqui no Brasil demore pra ocupar o lugar que merece. Veja o exemplo da rádio digital…Nem o sistema de transmissão foi definido ainda…imagina o resto…
Na Chapa: Em seu site tem vários Robertos Hais reformando o local. Na vida pessoal você é assim também, daqueles que mais coloca a mão na massa, do que dá ordens?
Roberto Hais: Eu gosto de produzir..de deixar um trabalho do jeito que eu imaginei e desenhei na cabeça…Sou um cara que faz a massa, molda, bota pra assar, recheia e faz a cobertura…rs
Na Chapa: Fora o rádio, exerce outras funções relacionadas à comunicação? E fora dela?
Roberto Hais: Sou DJ e professor de locução e publicidade e propaganda.
Na Chapa: Apesar de todo o seu sucesso, você mantém uma simplicidade muito viva. Em algum momento da sua vida, o sucesso te deixou petulante ou sempre preservou esse lado de poder ajudar quando solicitado?
Roberto Hais: Seguinte, desde pequeno eu já sabia o que queria fazer…Tive a sorte de ter o estímulo do melhor profissional na época em que comecei…Pra mim é um trabalho como outro qualquer…Levanto muito cedo, trabalho por volta de 13 h. por dia e vou dormir todos os dias depois das 2h da manhã, e quando durmo…
Trabalho muito…chega mês que trabalho 20 dias initerruptos…Mas eu gosto disso…Deus dá Deus tira, não sou melhor que ninguém pela minha profissão e tenho consciência disso.
E tenho um lema, não desisto nunca…Se quero vou atrás, se não deu ou não aconteceu, não era pra ser meu…Bóra que a lata me chama, bjs.
COMUNICADO.
Precisei interromper temporariamente todas as minhas atividades devido à problemas de saúde na família.
Espero estar de volta em breve.
Cordialmente,
Gabriel Passajou.
Radiostars, o filme.
Aqui o trailer de um filme voltado ao universo do rádio. Radiostars conta a história da equipe da BLAST FM, que parte de ônibus pela França para conquistar a audiência perdida.
Conheça fãs de rádios e quem faz emissoras on-line.
De Christian von Ameln/Folhapress.
Neste domingo (4), a sãopaulo traz uma reportagem sobre as atuais mudanças no dial paulistano com o fim de duas rádios customizadas, a Oi FM e a Mit FM. Ambas traziam uma programação com músicas menos comerciais, de rock indie e afins.
Apesar de o rádio ainda ser alvo de questionamentos em meio a tantas novas tecnologias e queda de audiência, ainda tem muita gente que gosta de sua linguagem e busca até fazer sua própria emissora improvisada (leia mais abaixo).
Que a relação do rádio com os ouvintes é mais intimista, ninguém discorda. Afinal, o locutor discorre ao vivo como se estivesse numa conversa entre amigos. E por isso, até nos dias de internet e impessoalidade, alguns fãs continuam fiéis.

“Já aconteceu de uma menina ficar apaixonada pelo locutor Marco Antônio. Ela vinha aqui todos os dias e ficava por horas em silêncio olhando fixamente para ele, dava até medo”, brinca a radialista Rosângela Alves, da Kiss FM. A emissora roqueira mantém, provavelmente, o admirador mais “eternamente” empolgado. O paulistano Denis Fabiano de Amorim, 32, tatuou em 2009 o logotipo da emissora na perna esquerda, durante uma promoção em que era preciso fazer uma loucura pela rádio.
Alguns conseguem até ultrapassar as radiolas e tomar conta dos microfones. Foi o que aconteceu com a estudante Larissa Versolato, 22, que de tanto visitar os bastidores do programa de humor Chupim, da rádio Metropolitana FM (98,5 FM), desde os 11 anos, atualmente vira e mexe dá uma palhinha e pitacos ao vivo na atração.
“Vou depois do trabalho, saio correndo para lá, torço para o ônibus não atrasar”, arremata ela, que trabalha numa empresa longe da emissora localizada na avenida Paulista, e mora em São Bernardo do Campo. Tomou tanto gosto pelos estúdios que se formou em Rádio e TV.

Mas há também os que preferem criar sua própria rádio on-line. A internet, livre de concessões, oferece ferramentas fáceis para quem deseja produzir sua emissora improvisada.
O tecnólogo Marcelo Lourenço Tibério, 43, teve a adolescência embalada pelos flashbacks da rádio Pool FM, criada em 1982 e que por um ano ocupou o sinal 89,1. Foi o suficiente para ele se apaixonar. “Gostava tanto que resolvi refazer a emissora via internet, com um amigo. Comprei o nome da rádio e mantive a programação musical do jeitinho que era”, conta. A emissora foi a primeira rádio customizada do FM, outrora pertencente à marca de roupas Pool, hoje a versão on-line não tem vínculos com a grife.
O projeto de Tibério é intitulado Pool Web Radio (www.poolwebradio.com ) e promove festas e eventos musicais antenados com a trilha sonora das pistas de dance music de antigamente.
Já o criador de trilhas para desfiles de moda e artista multimídia Jackson Araújo preferiu dar um caráter mais artístico para sua rádio online, a Shhh (www.shhh.com ).
O nome é uma referência para as pessoas fazerem silêncio e ouvirem as canções com atenção. “Pesquiso músicas diariamente e gosto de dividir minhas descobertas”, afirma o artista, que também conheceu muitas canções por causa dos ouvintes. “O mais legal é receber uma mensagem dizendo que uma das trilhas que coloquei na rádio serviram de estímulo para um dia de trabalho entediante”.
Conheça outras web-rádios de São Paulo
Metanol FM – www.metanol.fm
Criada pelo DJ e produtor cultural Akin Deckard, que será uma das atrações do festival Sónar em São Paulo, a rádio disponibiliza som apurado, de pesquisa musical entre vertentes de ritmos como hip hop e dubstep.
Rádio Sarkosi www.sarkosi.com
A rádio é um deleite para os roqueiros e leva o nome do seu criador. Rock pesado e metal dominam a programação. Para as bandas novatas, uma boa: a rádio dá oportunidade de enviarem material e, eventualmente, participarem da programação.
Rádio E-Balada http://www.e-balada.com/
Voltada ao público GLS, rádio paulistana é cheia de graça. Dance music, tribal house e estilos musicais mais afeitos a boates como “The Week” são o forte da seleção musical. Divirta-se com programas batizados com nomes como “Drag Hits” e afins.
FAÇA SUA PRÓPRIA RÁDIO
1) ESTRUTURA
Um computador e uma sala com pouco barulho são o mínimo de estrutura para produzir uma rádio pela web. Microfones simples de computador também dão conta do recado
2) TRANSMISSÃO
Para não ter problemas com direitos autorais, a sua rádio deve ser transmitida no modo streaming, que é ao vivo. Assim, o ouvinte não poderá gravar as faixas. Essa ferramenta pode ser baixada de graça pelo site freestreamhost.org.
3) PROGRAMAS
Com a ferramenta de streaming, dá para fazer a rádio pelo programa Sambroadcaster (sambroadcaster.com). Conforme os planos, podem custar a partir de US$ 200 ao ano, pagos via cartão de crédito internacional e outros
4) ENTREVISTAS
Pelo Sambroadcaster, é possível montar a rádio incluindo arquivos em MP3 na programação. Entrevistas e locução podem ser gravadas ou transmitidas ao vivo, com efeitos sonoros e músicas de fundo.
Radio tour: BBC Radio 1.
Uma volta dentro de uma das emissoras de maior prestígio no mundo. Uma verdadeira instituição inglesa!
JAM: Jingles Sistema 102 e Sonovox.
Um vídeo raríssimo da JAM produzindo vinhetas em espanhol. Na metade do filme vemos o proprietário da JAM, Jon Wollfert gravando com o sonovox. Aliás, só ele grava com o sonovox na JAM.
















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