Archive for Julho, 2008

O jabá jovem – FEEDBACK

O texto que escrevi sobre o jabá nas rádios ditas “jovens” causou várias polêmicas na internet, o texto aqui. Veja algumas reações:

Do site Tudo Rádio.

Josoé:
JABÁ NA PAN NÃO É NOVIDADE, QDO ASSUMIU A FLUMINENSE, TUTINHA FALOU SOBRE ISTO, PRÁ TOCAR PRÁ 17 MILHÕES DE OUVINTE, “TEM QUE PAGAR” ADMINISTRAR RADIO COM CORAÇÃO, ACABA CAINDO NAS MÃO DOS IRMÃOS.ALELUIA!!!!!
Toddy:
Ninguém é obrigado a ouvir amigão,não sou ouvinte da pan ,mas também não ignoro o sucesso da rede ,simplesmento coloco minhas rádios preferidas na memória do rádio e fico na boa.Se é jabá ou não a emissora continua bem .Quem ousaria mudar o que está dando certo ???.Com muito mais aplausos do que vaias ela continua crescendo.. ;)
Mauro:
Eu já sabia…Eu não ouço essas rádios que tocam sempre as mesmas músicas… Uma rádio tem que me surpreender pra ganhar a minha audiência.

Eu Porto Alegre eu prefiro escutar a Ipanema FM 94,9 ou rádios de notícias.

A Ipanema sempre surpreende não repetindo as músicas… E o mais bacana é que ela é do Grupo Bandeirantes, que tem jadios jabazeiras.

Segue abaixo as mais pedidas da Ipanema pra terem uma idéia:

Paradão Ipanema
28/07/2008
10.Amy Winehouse
9.Red Hot
8.IRA
7.Youthu Yindi
6.Jethro Tull
5.Wander Wildner
4.Johnny Cash
3.Led Zeppelin
2.Matanza
1.Nei Lisboa

Paradão Ipanema
25/07/2008
10.U2
9.The White Stripes
8.Jorge Mautner
7.Violent Femmes
6.Guns’n'Roses
5.Zé do Belo
4.Bob Marley
3.Wander Wildner
2.Black Sabbath
1.Matanza

Paradão Ipanema
24/07/2008
10.Jorge Ben
9.The White Stripes
8.The Cure
7.Locomotores
6.Ultramen
5.Produto Nacional
4.Nirvana
3.Israel Kamakawiwo’ole
2.Tequila Baby
1.Ramones

Paradão Ipanema
23/07/2008
10.Pearl Jam
9.Locomotores
8.Red Hot
7.Rage Against the Machine
6.O Rappa
5.Jorge Ben
4.The Rolling Stones
3.Júpiter Maçã
2.Ramones
1.Bob Marley

Paradão Ipanema
22/07/2008
10.Racionais MC’s
9.Mundo Livre
8.Produto Nacional
7.Black Alien
6.Jorge Ben
5.Chico Buarque de Holanda
4.Planet Hemp
3.Da Guedes
2.IRA
1.Tim Maia

Quando a banda repete, pode ter certeza que a música é outra.

Eduxpress2:
eu já li essa entrevista, se não me engano ela saiu na playboy de 2003….ela é bem longa, mas deixa bem claro que o tutinha cobra jabá sim, alias todas as rádios cobram, todas sem qualquer exceção, e outra por essa entrevista, lendo ela na integra da pra perceber que ele faz qualquer coisa pela pan, pra fazê-la crescer, até usar os métodos nem tão pouco digamos ortodoxos…pelo menos ele é aquele empresário q coloca o seu negócio em primeiro lugar, e não igual a tantos por ai, q tem rádios e não tão nem aiqto ao playlist não tem como fugir disso mesmo, todas tem o mesmo playlist, então não tem como fugir disso mesmo, nem adiantar discutir as músicas q tocam lá…todas tocam praticamente 70% das mesmas músicas

no mais a pan é uma grande rádio q serve de inspiração…isso q acaba se tornando bom

Do Orkut:

Luís Rodrigo:

Mais uma vez o Gabriel matou a pau, o cara é fera, concordo em genero,número e grau mesmo, eu ouço a jp à 5anos e na programação via satélite jamais ouvi pato fu, uma banda q eu considero digna de tocar na maior rede jovem do Brasil, fazer o q…né, mas ainda considero a pan uma super rádio, como o gabriel, inovadora e tudo mais, eu já tinha essa opinião, pois já tinha lido a reportagem do tutinha, nem tudo é perfeito..aauauauaua

Ricardo:

Gabriel,
Suas analises são espetaculares
eu pessoalmente deixei de criminalizar o jabá (desde que este fosse um jogo que radiodifusor utilizasse regras iguai$$$$$$)
Deixei de criminalizar principalmente porque algumas das emissoras conseguiram uma estruturação graças a isso, uma melhora de qualidade, melhora de equipamentos, melhora de seus quadros, e de certa forma uma maior resistência a alterações bruscas de estilos, e concordando que isto é uma via de dupla mão que não só a gravadora poderia ganhar com o estouro de uma banda ou cantor.me pergunto será que a pan continuaria sendo a pan caso não adotasse tal sistema
será que ela hoje não já seria uma popular sertaneja.
Caio:
Parabéns pelo texto Gabriel,
Apesar de morar em Salvador eu ouço a PAN ha mto tempo, ouvi pelos 102.5, pelos 92.7, pela Sky, internet e atualmente vou ouvir pelos 100.9 de Feira.Cara se tah ruim agora antigamente era pior, lembro q na Pan passava Terra Samba, Banda Eva (na época com Ivete), Banda Cheiro, Araketu, Art Popular, e ateh uma tal de “Dança do Patinho” q o cantor nao me vem a memoria. Era uma mistureba forte músicas do estilo de programação “Jovem” e o forte “Jabá” colocando na programação canções populares Axé, Pagode, e naquela época não havia tal de Remix Jovem Pan não era a Original mesmo, acredito q esse tempo foi entre 1998 e 2000.

Mas eu gosto mto da Jovem Pan, não só pelas músicas mas sim pela qualidade dos profissionais, Locutores, DJ´s, Apresentadores e Programadores, são pessoas de altíssimo nível.

Embora qndo passa coisas do tipo NX Zero, Seu Jorge, Cláudia Leitte e afins abaixo o volume e aguardo a música seguinte ser melhor e aumentar.
Mesmo sendo assim a Jovem Pan 2 eh a melhor do Brasil, nada é perfeito, entretanto a minha rádio preferida poderia ser.

Marcelo:
Jabá por todos os cantos.
Os cariocas sabem da minha histórica posição contrária à Jovem Pan. Desde que o Tutinha assumiu o jabá (pelo menos ele é sincero), desde que e JP FM SP baniu o Ultraje a Rigor em 1987 porque o Roger denunciou o jabá na Pan, e, principalmente, desde que a rádio acabou com a Fluminense FM em 1994.
Eu sempre disse que o jabá não privilegia gênero de rádio. Está presente nas rádios jovens (um parênteses: a Oi FM e suas 7 emissoras é bem mais relevante que a Metrô FM), nas rádios populares, nas rádios evangélicas, nas rádios de MPB (caso clássico da Nova Brasil de SP) e nas rádios rock, pelo menos nas falsificadas, como a extinta “Rede Rock” da 89 SP.
Roni:
SHOW DE BOLA GABRIEL…
PARABÉNS….
Robson Marcelo:
Acredito q sua tentativa foi boa…bem-intensionada..
Porém, arrisco dizer que o jabá foi inventado antes do rádio, talvez até por Guglielmo Marconi, mesmo!!!
A nós, meros funcionários, radialistas, locutores, comunicadores, resta, saber engolir e continuar respondendo esses tópicos que tentam desvendar um pouco do mistério do jabá!!!
Grande abraço!!!
Felipe:
sou locutor popular, das 9 às 11h30 da manhã na unica AM da minha cidade. Liderança com 70% dos radios ligados pela manhã….Competimos com Band Fm, Jovem Pan FM além das piratas…
tocamos o que queremos, ao menos no interior, o jabacule não tem rolado….
e….
se eu fosse Djalma Jorge, faria o mesmo!!
ah, claro, ainda ei de ser seu empregado!!
Edie Mart:
O Jabá está praticamente extinto em função da perda de poder das gravadoras. E não era somente a Jovem Pan que tirarava proveito disso. Em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba, nas emissoras top 40, jovens ou rock, dificilmente uma música entrava para o play list até os anos 90 sem o tal jabá.
E, pra ser honesto, não via nenhum mal nisso, já que todos os envolvidos, artísta, emissora e gravadora buscavam o lado comercial e, obviamente, lucros. Então, na minha modesta opinião, nada mais justo que as gravadoras e artístas, que na época ganhavam rios de dinheiro com a venda de discos ou shows (este segmento ainda movimenta milhões), investissem um pouco no rádio.
Linda Coelli:
Se tem muita coisa boa no Brasil, imagine no esto do mundo?????Imagina a revolta que dá ligar o rádio na Áustria ou Alemanha e ser obrigado a ouvir pelo menos 5 dessas músicas do TOP 20 acima…Revoltante!!!
Vai dizer que não existe mais jabá? E porque aqui nas zoropas Madonna, Rihanna, Kylie, Alicia Keys, Lil Wayne, Akon e companhia fazem sucesso assim como no Brasil??? Não me passa outra coisa pela cabeça a não ser JABÁ. A cultura aqui é muuuuito diferente, mas nos é enfiado “goela a baixo” esses “sucessos sucessivos que se sucedem sucessivamente sem cessar”=JABÁ!!!!

Do vcfaz.net

Bruno:

Enquanto isso artistas com talento ficam de fora da programação e são substituídos por Claúdia Leite, Seu Jorge, Teatro Mágico e companhia, que não tem nada haver com a grade da rádio. Rolling Eyes

André-Itu:

Hehehe… com ou sem jabá, Jovem Pan pra mim acabou há quase 10 anos… bons tempos que não voltam mais, aonde vc ouvia em “As 7 melhores” artistas como Gala, Nicki French, Culture Beat, Double You, Alexia, Ice Mc e muito mais.

Jahnew:

É uma vergonha.
Rádio e Televisão são concessões PÚBLICAS.
Passam governos e (des)governos e nenhum faz nada prá que haja socialização da Arte.
A maioria dos que fazem sucesso é composta de pseudo-artistas que, de tanto ficarem expostos na mídia, suas músicas grudam nos ouvidos da massa ignara e manipulada. Com aval do Governo Federal.
Há muitos Artistas, com talento indiscutível, neste Brasilzão. Só não têm a força da grana que ergue coisas ruins e só não destrói coisas Belas porque o que é Belo sempre será, mesmo que não chegue às massas.

Euroradiotv:

Hehe.. nessa época eu ouvia a Nova FM (que hoje chama-se Nova Brasil FM: bastou mudar à programação atual… e eu mudei de rádio).

Bom, é o seguinte: tudo bem, deve-se valorizar o artista brasileiro… agora impor isso, aí não. Há várias rádios disponíveis. O caso citado é da Jovem Pan. Não pensem que é só no Brasil que isso acontece. Meu… é uma rádio segmentada ao público jovem. Tem jabá? UUUUU… como como o Sapão disse: “e a novidade?”

Meu… há certos jornalistas que não têm assunto, e ficam enchendo o saco. Mande-os procurar assassinato na cidade, pra cobrir. É que acabou a novela ‘Isabela’, e agora ficam procurando pêlo em ovo. Já já tem eleições, e terão muito assunto pra falar.

Se é pra efeito comparativo, por que a Tupi é líder de audiência em São Paulo? Claro… não é pela minha preferência que ela está lá em cima (na realidade, passo longe tanto dela como das demais ‘popularescas’, tais como Nativa, Band etc).

Será que não é suficiente encher o saco por dublagem na tv paga… e agora enche pra transformar todas rádios? Em parte, a MTV Brasil se tornou um lixo musical justamente por esse tipo de opinião jornalística. Desculpe… mas esse jornalista perdeu a oportunidade de calar a boca.

Meu… não tá feliz com a Jovem Pan? Mude de rádio! Há tantas por aí… fora que na internet, já que ele quer conteúdo nacional, há milhares de rádios temáticas. Hoje não precisam ficar se prendendo ao dial da FM convencional.

Desculpem… mas esse tipo de coisa me dá nos nervos, sinceramente. Se eu ouço música internacional, é problema meu! O ouvido é meu, e eu escolho o que ouvir, não precisa vir um jornalista idiota e falar asneira!

PS: Guilherme… estou falando da matéria que esse jornalista criou, não de você tê-la publicado.

Guilherme:

O tutinha pede vários shows!

Hoje em dia, pra uma REDE jovem fazer um festival de varias bandas grandes sai muito barato ou praticamente DE GRAÇA, basta tocar as musicas das bandas na programação da rádio e com isso faz propaganda do festival, que por sua vez, o dinheiro que entra do festival vai para a própia radio e banda fica famosa for tocar na rádio e no festival!

Não sei se vcs entenderam, mas a rádio e a banda podem sair lucrando muito mais com isso!

Jahnew:

Lembrei agora:

O playlist acima encabeçado pelo NXZero bate perfeitamente com as matérias da revista Rolling Stone. Ou seja, é a orquestração do jabá em todos os setores.

A rádio em Fortaleza que mais gosto de ouvir por ter uma programação fora do playlist jabazeiro tradicional é a OI fm. Toca músicas novas, desconhecidas por mim, mas de grande qualidade, bem como músicas que fizeram sucesso; outras nem tanto, como o bom reggae jamaicano.

Tem muito mais, mas é impossível publicar todas.

1 comment Julho 31, 2008

Do tempo do ronco.

Não sabe como presentear um rei? Fácil, com o Zenith Trans-Oceanic Royal 3000 seus problemas acabaram!

Add comment Julho 31, 2008

O impacto da sintonia digital.

Pequenas modificações aparentemente simples que a indústria de som automotivo fizeram em seus produtos, provocaram grandes mudanças no rádio. Não se trata do rádio digital (ainda) e sim da sintonia digital. Isso mesmo, aqueles botõezinhos na frente do seu cd player, onde você memoriza as estações. Poucas pessoas perceberam, entre elas os diretores artísticos das emissoras, mas esse upgrade nos rádios de carro tornou a vida das rádios mais difícil. Explico.

Sabemos que antigamente a sintonia era feita através de um botão giratório, e era muito incômodo por exemplo, pular da frequência 89,1 para 107,5, tínhamos de girar o “bendito” pelo menos 5 vezes para atravessar todo o dial. Em muitos modelos a sintonia era difícil. Ao ouvir uma rádio “chiando”, vagarosamente e com todo o cuidado tentávamos achar a melhor posição, o que era às vezes impossível. Ah, e algumas vezes o fio que segurava o botão se partia e aí já era: Rádio para o conserto. Sem falar na luz interna que queimava e você não via em qual estação estava quando dirigia à noite.

Pois bem, um santo resolveu o problema criando um sistema digital, que memorizava as emissoras e assim continua até hoje. O famoso botão giratório saiu de todos os modelos e virou peça de museu. E o que isso mudou para as rádios? Muita coisa.

Agora os ouvintes sintonizam de 5 a 10 rádios preferidas (dependendo do equipamento) e assim as mantém intocadas, provavelmente por anos. Acabou um episódio tão comum no tempo dos rádios analógicos: Percorrer o dial e por acaso, deixar em uma rádio que esteja tocando uma música que nos agrade. Assim descobríamos as novas estações ou uma programação diferente que não havíamos reparado. Se quiséssemos ir dos 103,7 para os 94,5, tínhamos que passar pelos 99,3 obrigatoriamente e se a emissora nos atraísse, incluíamos a mesma em nosso rol de preferidas.

Mas veio a sintonia digital, então marcamos logo no primeiro dia as rádios que provavelmente nos acompanharão pelo resto de nossas vidas. Basta apertar o botão e em milésimos de segundos já estamos em outra frequência. É bem mais rápido e eficiente. Mas essa comodidade criou um problema nefasto principalmente para rádios as menos conhecidas. Agora elas tem menos chances de brigar com as gigantes, pois atualmente se torna necessário o investimento em publicidade visual (outdoors, televisão e revistas), o que é proibitivo para uma pequena estação. A frequência de uma nova emissora deve ser vista, conhecida, impactada no seu cérebro e não mais ouvida ao acaso. E se uma rádio apenas mudar o formato da programação? Pior, pois ela já era conhecida no mercado por tocar outro tipo de música. A descoberta do novo deu lugar ao imediatismo e ao bombardeamento de informações. São poucas as pessoas que apertam a tecla “search” dos rádios, aliás nem eu sei direito como zapear nesses rádios digitais pois em cada marca existe uma forma distinta de proceder a mudança manual de sintonia.

Parece papo de velho, mas confesso: Sinto falta de ver o dial completo no painel do meu carro. Aqueles númerozinhos, do 92 ao 108, desfilando na frente do meu rádio e aquela linda agulha que acendia à noite me faz falta.

Alguém tem um “Motorádio” ou “Philco” aí pra vender? :)

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Quer publicar esse artigo? Não esqueça a fonte: http://gabrielpassajou.com

2 comments Julho 30, 2008

Webdica – Discount FM – Holanda

Essa vem do meu amigo Reinaldo LIma. Soul e Disco em 160 kpbs. Ouçam!

www.discountfm.nl

Add comment Julho 30, 2008

Blog do Reinaldo Lima.

M-A-R-A-A-V-I-L-H-O-S-O o blog que vou indicar agora. É este aqui. Tem muita coisa sobre o nosso rádio. Programas do Julinho Mazzei (BigApple Show, LM Music, etc.) Gravações e histórias sensacionais de rádios clássicas como a Pool e Nova. Meu Deus!

Reinaldo, fiquei completamente fã do seu blog! Thanks, man!

Já coloquei nos meus favoritos.

Add comment Julho 30, 2008

Parabéns!

Só para registrar, este é o centésimo post do gabrielpassajou.wordpress.com!

Add comment Julho 29, 2008

Não é mais possível pensar o rádio como antes.

“As mudanças e inovações tecnológicas na comunicação estão levando a uma reacomodação e poderia se afirmar até a uma redefinição das mídias. Um dos debates em pauta procura apontar as tendências do rádio relacionado à internet. Em tempo de tecnologias digitais o rádio manteve sua forma original, analógica, mas também está na internet. (…)

No caso do rádio, por intermédio da internet, pode estar presente em tecnologias
como a telefonia celular ou palm tops, através de tecnologias WI-FI e GPRS1 e possibilitar uma
programação em escala planetária. Logo, saindo do computador e assumindo suportes
menores, evidencia aquela que foi uma das grandes vantagens do rádio: a miniaturização. (…)

(…)Outro aspecto destacado por Castells (2003) diz respeito ao sucesso comercial do rádio que levou seu controle a grandes conglomerados de mídia em todos os países, num efeito
direto da desregulação que conduziu, como em muitas áreas da economia, a uma
concentração crescente. Embora seja localmente orientado, cada vez mais seu conteúdo é
homogeneizado. Por isso, estações de rádio alternativas, centradas na transmissão de
programas do interesse de grupos específicos, encontram na internet uma maneira fácil de
transmitir além do limite do espectro licenciado.”

Conceitos, tendências, etc. Você encontra neste trabalho de Mágda Cunha, da Faculdade de Comunicação Social(Famecos) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Link aqui.

Add comment Julho 29, 2008

Aircheck – K-EARTH 101 Los Angeles.

Um vídeo muito legal do locutor Bo Woods, mostrando nitidamente amar o que faz. Rádio muito bem feita, com vinhetas da JAM. Uma aula esse vídeo.

1 comment Julho 29, 2008

Momento nostalgia.

Adoraria ter um desses.

Add comment Julho 29, 2008

O jabá jovem.

Pergunte à um ouvinte qual é o ícone de “rádio jovem” no Brasil e pode esperar, é quase certo que ele dirá “Jovem Pan”. E estará coberto de razão. Com 50 emissoras no Brasil, a rede Jovem Pan está longe de suas concorrentes como a Mix (17), Transamérica Pop (15) e a incipiente Metropolitana (1). A Jovem Pan é uma rede com imagem sólida, que conta com profissionais de primeiro quilate do meio radiofônico, investimentos espetaculares em equipamentos e plástica, além de uma marca que ultrapassou os limites do rádio por sua irreverência e criatividade, no caso, o Pânico. É sem dúvida, a referência em rádio “jovem” no país.

Existem aparentemente tantos motivos para ouvir a JP que testemunhamos o orgulho de ouvintes que tem o privilégio de tê-la em seu dial e o protesto de outros que recorrem até à abaixo-assinados para que sua cidade possa ter acesso ao som da emissora. É uma marca cobiçada e usada como exemplo de rádio feita para o “jovem”.

Ótimo. Até aqui concordamos com tudo. O problema é quando as pessoas, no afã de justificarem seus gostos pessoais, desqualificam outros formatos que utilizam exatamente os mesmos procedimentos que a Jovem Pan usa, em um claro exemplo de dois pesos e duas medidas. Vou dar um exemplo. Um ataque frequente às outras emissoras, geralmente as populares, é que as mesmas recebem os famosos jabás e seus ouvintes as ouvem por não ter discernimento e são (já falei sobre isso aqui) manipuláveis. Com esse argumento, pela lógica, emissoras jovens são livres de jabás e seus ouvintes são muito mais conscientes, certo? Nada mais falso.

Primeiro, para acabar de vez com qualquer dúvida, leia o próprio dono da Jovem Pan, o sr. Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, ou simplesmente Tutinha, que sem papas na língua ou qualquer constrangimento, diz com todas as palavras que cobra sim para que sua emissora toque os produtos das gravadoras. Algumas vezes em dinheiro, outras em prêmios e promoções. A entrevista é longa (Leia aqui), mas veja alguns trechos:

PLAYBOY> Muita gente diz que você é jabazeiro [que cobra jabá].
TUTINHA > Me chamem do que quiser. Na minha rádio tem nota fiscal, tô pouco me danando. O cara para entrar no Fantástico também paga. Jabá é quando você faz ilegalmente na empresa. O que eu faço são acordos comerciais.

PLAYBOY> Que tipo de acordo?
TUTINHA> Por exemplo: hoje chegam 30 artistas novos por dia na rádio. Por que eu vou tocar? Eu seleciono dez, mas não tenho espaço para tocar os dez. Aí eu vou nas gravadoras e para aquela que me dá alguma vantagem eu dou preferência.

PLAYBOY> Que vantagem?
TUTINHA> Se você tem um produto novo, você paga pra lançar. Era isso o que eu fazia. Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro. Ah, bota aí 100 mil reais de anúncio na rádio. Me dá um carro pra sortear para o ouvinte. Mas hoje não tem mais isso. As gravadoras não têm mais dinheiro. O que pode existir é o empresário fazer acordo. Ah, toca aí meu artista e eu te dou três shows. Ou uma porcentagem da venda dos discos.

Ora, amigos, se isso não é o reconhecimento cristalino da prática do jabá em toda a sua plenitude, o que é então? O sr. Tutinha simplismente escancarou uma prática recorrente em todas as grandes emissoras das maiores praças brasileiras, seja qual for o estilo musical que divulgam. É muito didático ler toda a entrevista, pois tem muito mais sobre o assunto, principalmente a relação entre os artistas que tocam ( e sobretudo PORQUÊ tocam) na Jovem Pan.

Apenas esta entrevista já serviria para calar qualquer argumento contrário, já que se trata do próprio dono confessando uma prática, segundo os críticos das rádios populares, condenável. Acontece que para eles, Zezé di Camargo e Luciano pagar jabá é crime, já no caso de ser O Rappa não é. Entenderam?

Vamos um pouco mais além para confirmar de vez o que o Tutinha descreve como “acordos comerciais”. Aqui está o hit parade desta semana (em 25 de julho de 2008):

1     1     NX Zero  – Cedo ou Tarde
2     2     Madonna – 4 Minutes
3     3     Britney Spears – Break The Ice
4     4     Cláudia Leitte – Exttravasa (versão JP)
5     5     Rihanna – Take a Bow
6     14   Kylie – In My Arms
7     11   Chris Brown – Kiss Kiss
8     12   DJ Tiesto – In The Dark
9     9     Seu Jorge – Mina do Condomínio
10    8    Alicia Keys – No One
11    7    Ian Carey – Keep On Rising
12    6    Lil Wayne – Lollipop
13    10   Rihanna – Don’t Stop The Music
14    19   Usher – Love in This Club
15    20   September – Cry For You (Remix)
16    17   Simple Plan – Your Love Is A Lie
17    13   Capital Inicial – Algum Dia
18    18   Britney Spears – Piece Of Me
19    16   Jordin Sparks – No Air
20    -    David Guetta – Love is Gone

Vejamos, o mito do jabá caiu, então como fica a “manipulação dos porcos capitalistas exploradores dos indústria fonográfica corrupta e consumista”. Sim, a frase entre aspas é para rir mesmo, mas não se engane, muita gente pensa exatamente deste jeito. Ora, o jabá jamais vive sem a manipulação não é verdade? O que dizer então do playlist da Jovem Pan?

01) Logo de cara um nome me chama a atenção: Cláudia Leitte??? A ex-vocalista do Babado Novo e atual Ivete Sangalo cover na 4ª posição da Jovem Pan? Seriam seus lindos olhos? O que Cláudia Leitte tem a ver com essa rádio? “Versão jovem pan”? Quer dizer que se o Calypso, com Joelma e Chimbinha fizerem uma versão tecno de “Principe encantado” podem entrar também? Hahahahaha!

Sabe como as pessoas que criticam as populares dizem sobre rádios populares que tocam músicas pop? “Sem personalidade, não sabe o que tocar, público consumista e (ou) manipulado, etc.” E agora, hein?

02) Outro nome causa controvérsia: Seu Jorge. O artista tem um perfil muito mais mpb/adulto do que “pop-rock-dance”. Mas vai ver que “Seu Tuta” quer um pouco de “sensibilidade” na programação, não é?

03) De 20 músicas, apenas 4 são nacionais. Bem, estamos representados por NX Zero, Cláudia Leitte, Seu jorge e Capital Inicial. Para uma rádio “consciente”, não era para ter mais novidades, não? Perguntinha básica. Onde estão Paralamas, Titãs, Nando Reis,  Lobão, Los Hermanos, Skank, Jota Quest, Kid Abelha, Pato Fu, Tihuana, Marcelo D2, CPM 22, Lulu Santos e Detonautas? Isso sem falar em bandas novas… Mas seria pedir um pouco demais e tirar da programação a Cláuda Leitte, certo?

04) Não seria o caso de perguntar quais as gravadoras que participam desse playlist? Veja se acha alguma independente entre elas. Ué, mas a SonyBMG é a mesma gravadora que financia Capital Inicial na Jovem Pan quanto Bruno e Marrone na Tupi FM? Aaaah, compreendeu agora? Qualquer dúvida confira no site deles: http://www.sonybmg.com.br/ListaArtistas.aspx.

Apesar de algumas ironias no texto, continuo um tremendo fã da Jovem Pan. Podemos até discordar da personalidade forte do sr. Tutinha, de algum método da JP, mas sabemos que ele administra rádio como ninguém e dá condições técnicas para isso. É um apaixonado pela sua empresa e veste a camisa (e até tira as calças, em recente publicidade) pela emissora. A Jovem Pan merece a posição de destaque e credibilidade que tem.

Difícil é aguentar o escândalo das viúvas.

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Quer publicar esse artigo? Não esqueça a fonte: http://gabrielpassajou.com

2 comments Julho 28, 2008

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