Archive for Novembro, 2008
Rádio rock no Brasil não dá certo.

Em dezembro, teremos de volta a popular Mania FM no lugar da roqueira Venenosa FM. A rede Venenosa possui 4 emissoras e pertence ao grupo Universo da família Salgado de Oliveira. O rock, sabemos, é um dos estilos musicais mais importantes e populares dos últimos 50 anos, mas anda em baixa há muito tempo e isso se reflete no rádio. Não existe rádio puramente rock que dá certo no Brasil. Aliás, não só no Brasil como na pátria do rock, os Estados Unidos, o número de emissoras dedicadas exclusivamente à esse ritmo é ínfimo.
Será que existem ao menos 20 rádios rock no Brasil? Quem sabe 30? Em um universo de mais de 10.000 rádios? É muito pouco. Não consigo encher os 10 dedos na mão ao lembrar de nomes de rádios 100% rock no país. É triste, mas é a realidade.
Um dos grandes problemas é que o rock não se revitalizou, esqueceram de “passar a tocha” aos novos grupos e como resultado, 90% do playlist rock nas emissoras são de grupos criados nos anos 80 e 90. Se não há renovação de bandas, o mesmo acontece com o seu público. Quantas bandas de rock novas, digamos dos últimos 3 anos, estão nas paradas? Verifique as mais pedidas das rádios pop e analizem o que digo.
Outro empecilho na existência de rádios rock é a total desunião entre os seus fãs. Já li diversas vezes que música emo não é rock, isso sempre acompanhadas de palavras de ódio e preconceito. Isso gera uma fragmentação de um público que já é reduzido em comparação com outros tipos de música como sertanejo, pagode, etc. Punk não gosta de headbanger que não ouve grunge e todos detestam os emos. Os segmentos roqueiros não se suportam. Rádios com o perfil mais clássico (como foi o caso da Venenosa) são vistas como “dinossauras”, “Para ouvintes P.H.D.”, “cópias da Maldita FM”, “desatualisadas”, “emissora de tribo” pelos amantes do rock mais comercial. Emissoras com o estilo mais aberto (como era a 89 FM de SP) tem a fama de ser “jabazeiras”, “rádio de emo”, “bregas”, “rock farofa”, “vendidas” pelo pessoal que curte o rock mais tradicional. Não existe meio-termo, e esse é o maior calcanhar de aquiles para que uma rádio rock se consolide. Não surpreende que mesmo no maior mercado do Brasil que é São Paulo, vários projetos de rádio rock foram substituídos por segmentos mais comerciais, o que tanto financeiramente como em termos de audiência foi muito salutar para essas empresas.
Existe ainda um sentimento anti-capitalista que acredita que rock bom mesmo é o underground. O rock só e autêntico quendo feito em garagem. Quando uma banda que veio de baixo faz sucesso, muitas vezes ouvimos que ela “se vendeu” ao sistema. Existem bandas que fazem comerciais de refrigerantes e logo depois são hostilizadas por boa parte do público rock.
Rádio rock no dial? Sinto muito . Tente as webrádios ou Ipod. E durma com esse barulho.
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Quer publicar esse artigo? Não esqueça a fonte: http://gabrielpassajou.com
4 comments Novembro 28, 2008
Entrevista com Julinho Mazzei no blog do Flávio Siqueira.

Imperdível! Um excelente bate papo com a inspiração maior de 9 entre 10 locutores FM. Julinho Mazzei direto dos Estados Unidos conversa com o competente radialista Flávio Siqueira. A entrevista completa está no seu blog, clique aqui. Selecionei 3 perguntas sobre a tendência do rádio que batem junto com as opiniões já colocadas neste site:
Se na sua época no rádio o acesso a música era diferencial, hoje qualquer um tem acesso a qualquer música. Qual a importancia da música para o rádio de hoje ?
Acho que a música continua sendo um elemento muito importante no rádio de hoje. No entando acho que algumas pessoas ainda ouvem o rádio terrestre – esse que a gente bem conhece e que todos nós crescemos ouvindo – porque ainda não tem outra alternativa. Talvez por não terem meios de ouvir ou comprar um ipod ou um mp3 player. Hoje em dia, eu não ouço rádio pela música e sim apenas para saber com anda o transito no meu caminho diàrio ou alguma outra notícia de última hora.Fora isso, nem ligo!! A tecnologia mudou tudo!!
E até onde essas mudanças que abrem possibilidades novas para os ouvintes, proporcionam a migração de anunciantes para outras mídias ?
Como já falei,a tecnologia mudou tudo. Nos olhos das grandes companhias e patrocinadores, sem dúvida o rádio se tornou um veículo muito fraco para investir. Hoje, temos mil outras maneiras de promover, vender, anunciar(gritar, berrar, chorar..rs) nossos produtos.Alternativas muito mais eficazes e diretas e atingindo muito mais publico. A televisão continua sendo a grande “vitrine”de vendas, mas para aqueles que, por razões finaceiras, não podem pagar para anunciar na tv e que sempre tiveram no rádio o seu veiculo de promoção, partem agora para outras alternativas baratas e mais fortes como a internet, cable, outdoors, celular, etc.Mas acho que sempre existirão aqueles que ainda acreditam no veículo rádio como uma forma de promoção.
Quando me refiro ao enfraquecimento do rádio, incluo que esse fenômeno tem atingido as mídias tradicionais como um todo. Até as novelas da Globo tem tido consideráveis quedas de audiência. É um indicativo de que as coisas estão mudando rápido demais ?
Não resta a menor dúvida! Volto a bater na mesma tecla tecnológica. Aqueles que só tinham a oportunidade de ver a Globo, hoje tem milhares de outras opções de conteúdo. Qualquer um hoje pode assitir ou gravar programas em outras mídias. Sim! O mercado mudou e o mundo hoje é outro. Quem não se adpatar a nova realidade de mercado e continuar vivendo de estratégias passadas não sobreviverá. É hora para se realizar uma grande reestruturação interna nas rádios e nos outros veículos mais tradicionais de informação, criando novas alternativas e prioridades.
Add comment Novembro 28, 2008
Elvis Duran na Z100.
Um dos grandes locutores dos Estados Unidos na lendária Z100 de NY.
Playlist:
1): Bobby Brown-My Prerogative
2): Depeche Mode-Enjoy The Silence
3): Mariah Carey-Vision Of Love
4): Bryan Adams-Summer Of ‘69
5): Seduction-Heartbeat
6): Billy Idol-Cradle Of Love
7): Madonna-Vogue
8): Paula Abdul-Straight Up (This one’s very tough!)
9): Wilson Philips-Hold On
10): U2-I’ve Still Haven’t Found What I’m Looking For
Não preciso dizer que isso foi em pleno anos 80, certo?
Add comment Novembro 28, 2008
Feedback sobre o texto da Transamérica Pop.

O artigo considerações sobre a Transamérica Pop despertou alguns comentários. Fiz a seleção de alguns. Confiram:
Comunidade Tudo Rádio no Orkut
Caio:
A grande realidade é que a Rede Transamérica quis mudar de seguimento, após a criação da dita Hits ficou notório isso, a qualidade caiu muito (interatividade, programas e entretenimento) e grande parte das emissoras afiliadas originalmente na Pop se sentiram atraída pelo grande investimento na Rede Hits. Não foi á toa que a Rede Hits virou o jogo em relação a número de emissoras Pop. Curiosamente as rádios próprias todas estão no segmento Pop e uns gatos pingados afiliadas (exceção da praça BH que ficou uns tempos na Hits e dpois voltou pra Pop).
Qnto a número de emissoras é significativo mesmo, em qual empresa as gravadoras, produtoras e agências de publicidade vão dar preferência em fazer acordos comerciais (quesito maior cobertura de público). Por exemplo Pânico a maior audiência do rádio nacional 54 emissoras interligadas em todo território nacional, contra 14 emissoras da Transamérica no Transalouca. (Trans Pop ganha por uma emissora da Rede Atlântida (grupo RBS) que possui 13 emissoras em RS e SC)
Outra coisa esse negócio de falar que a Transamérica é a maior rede de rádios do Brasil é BALELA, pois a Rede Hits Pop e Light só ficam unidas no Transnotícias e jogos da Seleção Brasileira.A geradora da Hits é em São Paulo que por sinal nem tem uma emissora física funcionando, eles deveriam aproveitar a emissora popularesca de Salvador e colocar como geradora ou co-geradora da rede.
A rede Pop (14 emissoras) e Light (micro-rede 4 emissoras) a qualquer momento entram em colapso e no final todas emissoras vão ser Hits.
A grande realidade é que a Transamérica está jogada as traças e ninguém quer saber de nada, enquanto o futebol der dinheiro é isso mesmo e os ouvintes que se explodam.Sarcófago, Interferência, Transalouca (qndo era com Lui 16h), Estúdio ao Vivo (raro, acontece mais na Hits), Quarta-Pirata, Arquivo Estúdio ao Vivo, Fuzuê… eles nem ligam mais. A pop se resume ao Transalouca (q nem passa em SPO a 1ª hora) e 2 em 1.
O grande segredo seria investir no que ela parou de dar atenção.
Henrique:
Concordo com o que foi dito, a Transamérica POP passou apenas a imitar o que acontece nas grandes rádios pops de sucesso, e o Caio falou uma coisa importante também, a Transamérica POP nos anos 90 era diferente todo dia, vários programas semanais diferenciados, era como o horário nobre da rede globo que todo dia da semana tem programas diferentes, naftalina, nitroglicerina, sarcófago, arquivo estúdio ao vivo, transtronic, estúdio ao vivo, hot hits,transação e os humoristicos café com bobagem, radio escuta, super transa (o antigo tocavam três músicas e a galera escolhia a melhor), o ótimo invasão de privacidade,etc…e de repente tudo isso acabou, a emissora toca apenas uma hora de música, e em outros horários duas horas de músicas, mas inovação e diferenciação não existe mais na POP. A única emissora da rede pop que não transmite futebol é a transamérica belo horizonte, que não sei o porque, se dependesse da rede teria que passar jogos.
Patrick:
Aqui no interior de São Paulo, existe uma afiliada da Transamérica Hits, que nos horários locais tem programação pop.
Mas eu queria dar um complemento, enquanto o futebol estiver reinando, e dando cifras altíssimas prá emissora, eles não mudam. Sem contar que o fato de a rede ter um “maior” investimento na Hits, eles nada mais fazem do que cobrar menos pela franquia. Tanto que as emissoras da Transamérica Hits, basciamente se concentram em cidades de porte médio ou pequenas.
Fábio:
O que eu disse no tópico em outra comunidade, temos que saber qual é o projeto da atual direção da Transamérica. Na minha opinião que disse também no outro tópico é que enquanto o futebol e o axé -jabá estiver rendendo $$$$$ nada será feito. A única chance de alguma coisa mudar é dá uma louca da família do Aloísio de Faria, dono da emissora, e trocar toda direção. Só assim poderá mudar alguma coisa.
Patrick:
Foi uma matéria que saiu no Tudo Rádio falando desse fenômeno. Não me lembro se era a afiliada de Mococa, mas certamente era de cidade pequena, no interior de São Paulo.
Como eu comentei no meu post, possivelmente eles cobram mais barato pela franquia da Hits, do que pela franquia da Pop. Em uma emissora pequena, que não consegue viver de produção própria, a saída é afiliar-se à uma rede e manter um horário local para que se possa trazer mais identidade com a região. Agora certamente isso acontece (ou acontecia) por não ter um padrão Transamérica para as emissoras, permitindo que elas executem a programação que quiserem. Veja o exemplo, Salvador toca axé, Rio toca funk… Nos tempos áureos da rede, isso não acontecia.
Eu acho, que a rede não está mal economicamente falando, apenas acho que a equipe que está lá, não tem competência prá tocar a rede. Por isso acabam alugando os horários como bem entendem. Abraços!!!!
Daniel:
A programacao pop rede e pessima : transnoticia,2 em 1,transalouca e adrenalina…
putz ning merece …
Se a transa pop tivesse somente programacao rede durante a madruga,
a transa rio teria uma audiencia fantastica ,que nem precisaria apelar para o funk !
Se existe algo que a transa ralmente nao entende e de marketing… ainda nao
perceberam que o publico jovem quer somente programas musicais e tbm
futebol(apesar de eu nao curtir) … alias a grande maioria nao tem paciencia
e ate msm tempo pra ficar ouvindo programas de entretenimento
( 2 em 1 e transalouca) e programa eletronico sem remix (adrenalina)
alem de nao compatir com o horario !Patrick:
Quem gosta de futebol, vai escutar nas rádios mais especializadas como as AM. O público da Transamérica, não gosta do futebol. E na boa, eles só colocaram o futebol na grade porque o grosso do faturamento da rede vem dessa equipe, que não é da rádio, e sim, uma equipe que aluga o horário.
Eu mesmo, não gosto de futebol, e certamente, quando começa esse tipo de programa, eu troco de estação. Porque rádio jovem, com futebol, não combina!!!! Mesmo a Jovem Pan FM, de vez em quando, ela transmite as partidas do AM, e não tem programas com esse tema em sua grade.
Comunidade Transamérica no Orkut
Fábio:
Gabriel, parabéns plelo texto e realmente o que precisamos entender é quaís são os objetivos da atual direção Transamérica Pop. Hoje a emissora perdeu completamente o conceito de rede, cada afiliada faz o que bem entende da programação local. Vale lembra que Transamérica foi pioneira nas transmissões em rede nesse país.
Odilon:
A Transamérica foi a rádio que marcou minha adolescência. Eu era fanático, gravava fitas e fitas, anotava a sequencia de músicas. Hoje em dia, ainda escuto mas … Ficou tudo muito igual. Aliás não tem nenhuma rádio que me empolgue mais.
Eternal:
Incrível! Gostei de todas as considerações principalmente da copia descarada da pan bem como o logo que é ridiculo!hoje cito a atlântida fm como boa rádio pop pena ser uma rede voltada apenas pro sul mas ouço pela net!parabéns pela analise!vc foi ao X da decadência da transamérica!Jonathan:Gabriel, quano eu entrei nesta comunidade e vi o quanto as pessoas comentavam sobre a decadência da Transamérica, ficava me perguntando exatamente o que você questionou no final de seu texto: será que a direção/donos da Transamérica querem mudar o que está acontecendo atualmente? Será que eles estão bem assim? Se assim, do jeito que está, dá dinheiro (chego à conclusão de que sim), até que ponto é importante o prestígio?A minha opinião quanto à Transamérica, bem como a maioria das rádios hoje em dia, é de que, o que realmente faz a diferença é o que o dono do dinheiro quer, não importa o resultado que isso possa trazer. Pago, logo faço! E como eu gostaria de estar errado quanto a isso!!!
Alisson:O problema é justamente esse: “A direção da Transamérica QUER que tenha solução?”Conversando com um locutor aqui de João Pessoa (de onde já teve Transamérica), ele disse que a direção quer sim dar a volta por cima (o diretor da rede Pop ainda é o Luiz Guilherme Albuquerque, que gosta da rede Pop).
Porém, o dono do conglomerado que a Transamérica faz parte não gosta da rede Pop, gosta da Hits.
Por isso que vemos o $$ da Transamérica Pop vazio… E o alto crescimento da rede Hits.O maior problema é esse, fazer o dono do grupo voltar a investir na Transamérica Pop.
Alias, 15 afiliadas tem a Pop, mas a maioria no sudeste né (3 só em Minas), e em São Paulo só ouve a Transamérica quem está na capital.
Apesar da antena da Rede Transamérica ter a maior potência de irradiação, não está sendo muito irradiada por aqui.
Saudades dos tempos de 2003… Até estou ouvindo algumas vinhetas do “Adrenalina”.
João Luis:…fiz Transa Pop e Hits…o que acontece, penso que seja problema com as afiliadas que acabam com o perfil traçado pela matriz – na radio que eu fazia…pra fazer uma externa, era um apuro danado, pois não raras vezes a rede entrava e o cara local ainda estava fazendo a intervenção e quando voltava, a musica do break já tava tocando a tempos….os blocos comerciais estão inchados e da mesma forma comem parte da rede…é uma zorra…quando chega o momento do horario local…o que resta da Transamercia são só as vinhetas, pois o resto destoa completamente… comunicadores, locução comercial, e até as musicas, pois algumas permitem ao ouvinte fazer solicitações musicais e dai entra no play list muita coisa nada a ver com a cara Transamerica….e se deixar rede 100%, perde a identidade local e dai as radios locais ganham disparadas….um dos fatores pode apostar, são esses.Felipe:Parabéns, Gabriel. Faz tempo que não vejo uma msm tão inteligente…Felipe Lestar (Jovem Pan,transamérica e outras)
Alberto:a pergunta já fui respontida logo no inicio…desdos anos 90…os tempos mudaram, o publico mudou tbm, façamos uma analogia com oq acontece na tv hoje com a xuxa…
1 comment Novembro 28, 2008
Você sabia?
Pena que este vídeo está em inglês. Todos deveriam ter acesso ao seu conteúdo. Além de ser muito bem feito, o filme acima mostra como hoje a globalização e tecnologia está transformando a sociedade de forma muito mais rápida. Veja alguns dados que você verá:
- A China é o país onde mais se falará inglês no mundo.
- Os empregos que serão mais requisitados no mundo em 2010 não existiam em 2004.
- Um em cada 8 casais nos Estados Unidos se conheceram pela internet.
- Existem mais de 200 milhões de usuários no Myspace. Se o Myspace fosse um país, seria o quinto em população no mundo.
- São 31 bilhões de buscas no Google todo o mês.
- Quantos anos se passaram para que as seguintes mídias atingissem um mercado de 50 milhões de pessoas.
Rádio: 38,
TV: 13,
Internet: 4,
Ipod: 3,
Facebook: 2
OK, e o que isso tem a ver com o rádio? TUDO! Principalmente porque o rádio é o veículo que menos mudou no decorrer dos anos. Vai ter que se apressar urgente. Velhas fórmulas não funcionarão mais. A próxima geração de ouvintes terá um postura totalmente ativa em relação ao conteúdo. Chega de receber a mensagem apenas, nossa audiência quer interagir com o rádio, e por todos os canais disponíveis. Será que estamos preparados para isso? Será que continuaremos enclausurados ou dentro de redomas sem ver a realidade? Até quando? Quando o ouvinte não se interessar mais pelo rádio? Será que os cortes absurdos em recursos humanos, substituindo a criatividade e ousadia pelo software automatizador valeram a pena? Onde esta´a motivação do profissional do rádio? Não apenas a financeira, mas o reconhecimento, a fagulha que faz brotar idéias. O ouvinte espera por isso. O ouvinte espera ser surpreendido. Esse momento vai chegar, aliás, já chegou. Não vê como o jovem hoje é menos fiel à marcas hoje em dia? Notou que todos tem mp3 players (39 reais no Extra) e eles mesmos fazem a sua programação pessoal baixada de graça na internet? Como o rádio vai furar esse bloqueio? Hein?
Add comment Novembro 26, 2008
Drops.

- Gravei o programa de TV ontem. Um dia bem interessante. Vai ao ar neste domingo às 3:30 na Rede Gênesis, canal 26 da NET (aqui em brasília). Aqui você escontra as afiliadas. Vou postar o vídeo no blog.
- Porque eu acredito deva ser uma mídia LOCAL? Analisando a terrível situação de Santa Catarina, com cidades inundadas e o desepero da população, fico imaginando rádios de rede transmitindo via satélite como se NADA ESTIVESSE ACONTECENDO! Triste… Situações esdrúxulas como essa, onde o rádio virou um computador com antena, e empresas reduzidas à 3 funcionários. Claro que essas emissoras nada podem e não farão nada a respeito. É o resultado do corte de custos que o rádio vem sofrendo no decorrer dos anos.
- Melhor frase que li essa semana: ” Perguntaram-me o que eu achava da recessão. Pensei a respeito e decidi que não participaria dela.” Sam Walton, dono do Wal-Mart.
- Estou selecionando as rádio que ouvirei no Chile. OBAAAAAAA!
Add comment Novembro 26, 2008
Show de rádio e o humor da rádio Camanducaia.

Vi no blog Querido Leitor da Rosana Hermann que produziram um site sobre a Rádio Camanducaia, inclusive com arquivos de audio. Não deixe de ouvir os reclames, principalmente a “rede de emissoras”. Muito engraçado! Aliás, para fazer humor no rádio não pode ser bom, tem que ser ótimo!
O site é este: http://www.radiocamanducaia.com.br/
Para quem não conhece o programa:
Do Wikipedia:
Show de Rádio foi um programa humorístico brasileiro de rádio, com esquetes apresentando personagens do dia-a-dia. Era redigido durante os jogos de futebol.
Era um programa radiofônico da rádio Panamericana (Jovem Pan) de São Paulo, criado em 1969 por Estevam Sangirardi, que misturava humor e futebol.
Sangirardi e sua equipe alegravam os ouvintes. Alguns de seus personagens: Comendador Strufaldi; Comendador Fumagale; Noninha; Lorde Didu du Morumbi, saopaulino roxo, apaixonado pelo seu time, o Saint Paul de mon petit coeur; tinha um mordomo, o Archibald, com quem comentava extasiado os feitos do time, sentado em seu sofá “cinza-ratinho”.
Foi criado dentro do programa por Odayr Batista a Rádio Camanducaia, que era uma rádio fictícia do interior, com seus comerciais e serviços de utilidade pública: —Para curativos rápidos, Ester Elisa, enfermeira; —Para festas em geral, músicos que “não dão despesas; já vem jantados”, e muitos outros.
Entre os seus humoristas colaboradores estavam Odayr Batista, Geraldo Barreto, Douglas Rasputin, Nelson “Tatá” Alexandre, Serginho Leite, Carlos Roberto Escova e Chiquinho Ferrão, além da participação de Fausto Silva, na década de 1980.
O programa marcou a história radiofônica do país, onde Sangirardi, chegou a ser chamado de Rei do Rádio Esportivo-Humorístico, e que comandava a festa do futebol com imitações de jogadores e personalidades políticas e artísticas do Brasil nos anos 70 e 80
Entrevista com o criador Odayr Batista:
1 comment Novembro 25, 2008
55 dicas para ser um locutor completo.

Lista excepcional criada pelo radialista Watson Weber, autor do livro “Você nunca ouviu nada igual”, seu blog o http://vocenuncaouviunadaigual.blogspot.com/ faz a partir de hoje parte dos meus links. O livro tem um preço ótimo e vou adquirir um exemplar em breve.
Ah! E você locutor, iniciante ou não, cole essas dicas na porta do seu armário.
1. Viva cada dia como se fosse o único.
2. Conviva sempre com os melhores, com os que pensam grande. Assim você terá em quem se espelhar e superar.
3. Para tornar-se um locutor de sucesso você tem que sentir prazer no que faz. Fazer de verdade, não simplesmente por fazer. Fazer por um objetivo na vida.
4. Não basta você oferecer às pessoas o que elas querem. O ideal é oferecer um algo a mais. Descubra o que as pessoas a sua volta desejam.
5. Fique tranqüilo, porque ninguém sabe mais que ninguém.
6. Ninguém é bom em tudo. Não tenha vergonha de perguntar.
7. Não tenha medo de errar. Errando se aprende. É caindo que você pega forçar para se firmar.
8. O melhor investimento é aprender. Seus bens materiais um dia acabarão e o que se aprende fica para sempre.
9. Siga seus princípios, mesmo que o caminho seja mais difícil e demorado. Se não há caminho a seguir, abra sua própria trilha.
10. Seja extraordinário e dê o melhor de si.
11. Evite corrigir. Tem vezes que o melhor é deixar o erro passar, e se desculpar, ao invés de tentar corrigir e errar novamente. Se você não tem certeza, informe-se primeiro, mas nunca “chute” uma informação. Você nunca deve “achar alguma coisa” quando estiver no ar, tenha sempre certeza do que está falando.
12. Cuidado para não depreciar uma empresa ou alguém.
13. Concentre-se. Pense bem no que vai falar.
14. Leia bastante jornais, revistas e livros.
15. Agrade as mulheres. Elas são as principais ouvintes e as mais detalhistas.
16. Treine em voz alta.
17. Não fuja do seu roteiro.
18. Seja você mesmo. Nenhuma técnica é mais importante que a sua naturalidade.
19. Não chegue em cima da hora. Prepare-se antes.
20. Fale num bom volume de voz e no seu tom certo.
21. Fale com bom ritmo, alternando a velocidade da fala para manter aceso o interesse dos ouvintes.
22. Tenha um vocabulário adequado ao seu perfil de público.
23. Fale com emoção. Demonstre interesse e envolvimento pelo assunto.
24. Tenha postura física correta para sua voz sair melhor.
25. Dê à sua fala um início, meio e fim.
26. Cuidado com as gaguejadas e com os hãaaaaa…. Isso passa insegurança.
27. Não tente decorar sua fala. Faça um roteiro com as principais informações.
28. Se der o “branco”, diga aos ouvintes que depois retomará esse assunto. É bom que você sempre tenha sempre um texto de apoio para caso você se perca na explicação.
29. Gesticule e faça a expressão facial trabalhar a seu favor. A fisionomia tem que estar relaxada, com um ar natural e descontraída, mesmo que as pessoas não estejam lhe vendo.
30. Nunca perca a calma.
31. Tenha cuidado para não falar demais. Você pode acabar perdendo o foco.
32. Entenda sobre o que você está falando. Nunca fale sobre algo que não conhece.
33. Tenha sempre uma “carta na manga” para improvisar.
34. Promova reuniões com bolo e café para toda a equipe. Em um momento assim de descontração dá para se aproveitar bastante coisa e ter novas idéias de programas e promoções.
35. Transmita objetividade, segurança e credibilidade na leitura da informação.
36. Marque as palavras que devem ser lidas com ênfase.
37. Marque pausas da sua respiração.
38. Assinale a pronúncia correta de nomes e lugares.
39. “Traduza” números romanos e ordinais.
40. Procure “abrasileirar” palavras estrangeiras.
41. Leia sem pressa.
42. Interprete o texto.
43. Respeite o tom da informação.
44. Acredite no que está lendo.
45. Cuide da dicção, articule bem as palavras, sem comer letras ou sílabas inteiras, nem deixar cair o tom de voz no final das frases.
46. Dê um ritmo à leitura.
47. Fique a uma boa distância do microfone para evitar a saturação do mesmo e acabar provocando distorção no áudio.
48. Leia pelo menos duas vezes o texto antes de ser apresentado no ar.
49. Antes de começar, teste e certifique-se que todos os comandos a serem dados à mesa de áudio estão preparados, tais como, músicas, vinhetas ou trilhas.
50. Esteja sempre atento para saber se existe alguma novidade na programação, tais como novas músicas, promoções, ou alterações técnicas nos equipamentos do estúdio.
51. Procure freqüentar eventos relacionados à sua área, coloque-se a disposição de rádios comunitárias para prestar serviços voluntários ou junto a colégios e universidades para explicar aos alunos sobre o dia-a-dia do seu trabalho.
52. Conheça bem sua rádio. Entenda o que você faz e para quem você faz, para fazer sempre o melhor.
53. Talvez nem fosse preciso dizer, mas a humildade é o ponto principal para quem almeja o sucesso. Ninguém faz nada sozinho e ninguém é insubstituível. Então faça o melhor e confie em você, mas sem querer passar os outros para trás.
54. Não seja mais 1, seja o número 1. Especialize-se e vá em frente, sempre!
55. O sucesso só depende de você. Sonhe e mexa-se para realizá-lo.
Mais dicas no livro: VOCÊ NUNCA OUVIU NADA IGUAL – COMO O RÁDIO PODE MUDAR A SUA VIDA.
16 comments Novembro 25, 2008
Chile.

Aos amigos do blog, sei que não tenho postado com a frequência de sempre, mas estou me preparando para uma viagem bem interessante. Vou para o Chile na primeira quinzena de dezembro. Volto com baterias recarregadas e muitas fotos. Mas só saio do Brasil dia primeiro, portanto ainda vamos blogar bastante aqui.
Add comment Novembro 24, 2008
Sobre o rádio do futuro.
A rádio é acumulação, escuta secundária e portabilidade. E é óbvio que as ferramentas multimédia, associadas à Internet, matam esta ideia de rádio.
Contudo esses canais terão menos ouvintes: porque a acumulação tem agora concorrência, porque as ferramentas multimédia oferecem um novo tipo de comportamnento ao utilizador que já não se compadece só com ouvir. Daí que os telemóveis(celulares) permitam visualizar a rádio tal como a conhecemos ficará confinada à rádio de palavra, essa sim insubstituível, à palavra em directo, e a situações de acumulação passiva (correr) em que ou não haja outras opções (iPod, telemóvel) ou em que apeteça ser passivo. Mas essas situações configurarão menos ouvintes, menos dimensão.
Portanto: a rádio como a entendemos não está em causa se:
for a rádio de palavra (os leitores de mp3 concorrem com a rádio musical):
- enquanto houver gente que não tenha alternativa ou queira ser passiva na escuta de música.
Se no primeiro caso, é de pensar que os ouvintes continuarão a ser os mesmos (ainda que haja mais hipóteses de obter informação ‘em cima da hora’, através da net, a rádio poderá de palavra em directo será insubstituível), já relativamente aos canais de musica, falta saber se o numero de utilizadores garante massa critica que os viabilizem comercialmente (apesar dos baixos custos).
Fonte: Blog português o segundo choque (hoje desativado)
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Não sei se concordo com a previsão acima. Acredito que o rádio será um veículo de massa por muitos anos, principalmente no Brasil. A idéia que o mp3 irá matar o rádio é a mesma que a TV acabaria com o cinema, afinal, “quem pagaria por algo que agora se obtem de graça?”. Não foi o que aconteceu e agora inclusive são mídias complementares. Claro que o rádio precisa ser cada vez mais atrativo/criativo, pois o agora existem muito mais concorrentes. Creio sinceramente que no futuro haverá sim uma fusão de veículos: Diferentes plataformas interagindo e buscando o seu cliente, cada vez mais disperso no universo de informações. Apenas um somatório de estratégias (tradicionais, on line, guerrilha, etc.) será capaz de atingir seus objetivos e o rádio terá um papel preponderante se os seus profissionais forem capazes de identificar suas oportunidades.
Add comment Novembro 24, 2008


























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