Archive for Fevereiro, 2009

Tour em uma rádio americana – WFLS.

Add comment Fevereiro 11, 2009

Plano de recuperação da Transamérica e outras questões.

A direção da Transamérica mudou. Sai Ruy Balla e entra Lui Riveglinni em seu lugar. Lui participou da fase áurea da emissora e pelo feedback de inúmeros  internautas e fãs da rádio, suas ações são mais do que aguardadas  para o revival da rede pop. Antes, recomendo a leitura de uma artigo meu aqui.

Em um primeiro momento, sem ir ao fundo das questões, fiz uma listinha que poderia estar na pauta do dia do sr. Lui.

01) Mudar o logotipo.

A marca do T merece algo mais moderno, faria algo em 3-D como o da Metropolitana. A marca Transamérica está envelhecida perto de suas concorrentes. Se existe intenção de deflagar uma nova fase, a forma mais eficaz de mostrar isso é começar pela identidade visual.

02) Melhorar o site.

O pior site das grandes redes, parece feito há 15 anos, quando a internet engatinhava. Procuraria melhorar principalmente a interatividade e estimularia a participação dos ouvintes através de todas as ferramentas disponíveis, inclusive com promoções exclusivas para a página, como computadores turbinados com banda larga grátis por um ano.

03) Divulgar a marca.

As mudanças deveriam ser divulgadas maciçamente. Jornais, revistas, TVs e principalmente internet. Virais criativos no YouTube é uma das melhores opções. Sim, para fazer dinheiro deve-se primeiro GASTAR dinheiro.

04) Incrementar promoções.

Uma rede como a Transamérica não leva ninguém à um show internacional? Porque? Kits da Cheetah Girls não é o suficeinte. Sortearia toda semana um AirBook da Macintosh, por exemplo. Prêmios  devem fazer o ouvinte sonhar. Promoção pobre parece “prêmio de consolação”.

05) Acabar Transamérica Pop em São Paulo (?).

Aqui uma decisão polêmica. Já que o futebol é a maior fonte de recursos da emissora e com 4 horas diárias sabemos que jamais fará frente às concorrentes Mix, 89 ou Metropolitana, o ideal seria virar de vez Transamérica Esportes (deve ser o sonho de vários por lá). Mas não apenas esportes, mas ter ênfase também no trânsito nos horários de pico. Com certeza faturaria mais, além de dar uma fim à esse formato “Frankstein” que se tornou a Transa Pop em São Paulo. Deixe a Pop somente para a rede.

06) Eliminar programas.

Eu terminaria o 2 em 1 e o Transalouca. Deixaria a rádio mais musical. Rádio pop não combina com bla,bla,bla.

No fórum Tudo Rádio, o usuário Henriquebh dispara a seguinte pergunta:

Como o gosto musical do brasileiro caiu, meu DEUS, a Transamérica era a número 1, a cidade a número 2 e a Jovem Pan a número 3. Hoje, temos uma transamérica capengando em 22ª, a Jovem Pan em 11º e a cidade nem existe mais e pra piorar temos em quase todas as capitais uma rádio sertaneja na liderança, será que só a Transamérica que caiu ou foi o gosto do brasileiro.

Eu respondo:

Henriquebh,

Não é que o gosto musical do brasileiro caiu e sim o fato que em 92 a audiência popular estava relegada ao AM. Existia uma espécie de apartheid musical no rádio. A classe alta e média ouvia FM e a baixa escutava o AM. Com o sucesso do plano real em 94, as camadas C e D cresceram de importância, o que culminou na popularização do FM em meados de 96/97.

Isto posto, sem querer desmerecer a Transamérica, mas acho mais difícil conseguir um quarto lugar da Mix FM hoje do que um primeiro lugar de uma emissora pop há 15 anos. A concorrência é muito mais feroz e o rádio não apenas compete entre si, mas com outras plataformas tecnológicas como a internet.

Eu sempre disse que o ouvinte pode tudo. Sonhar com a “grande volta” da Transamérica é válido e até um direito, principalmente para quem viveu a época. Mas como profissional de rádio seria muito amadorismo reviver o mesmo estilo, clima, programas, linguagem, de 92, mesmo com uma nova roupagem atualizada de 2009. Espero sinceramente que o Lui não esteja com esse plano na gaveta pois seria a pá de cal na rede pop.

O que muitas pessoas não vêem é que não é questão de se conformar ou não com as mudanças. A mudança é muito maior que todos nós, já está acontecendo e nos resta apenas sermos levados por ela. É um mar revolto, com tempestades, ventos e trovões e o rádio é só um barquinho no meio disso tudo. O que vale é a competência da tripulação em manipular a vela e tentar chegar à um porto seguro.

Lógico que os parâmetros hoje são completamente diferentes. Claro que a sociedade se transformou (e ficou mais complexa) e é óbvio que decisões que dariam certo no passado estão fadadas ao fracasso atualmente. Quer um exemplo? O renascimento  da Fluminense no início dos anos 2000 e mais recentemente a rede Venenosa.

Como ouvinte, eu quero a Cidade de 1977 de volta! Como profissional e analista de rádio, a história é outra. Vamos ser responsáveis, afinal, em primeiro lugar são empregos e vidas que dependem de decisões importante no rumo do rádio.

E para terminar um episódio triste. Assim que o mercado soube que o sr. Ruy Balla se desligou da emissora, vários vândalos tentaram sujar seu blog com comentários negativos. Uma imbecilidade de quem ama a falta de educação e não o rádio. Registrado.

Add comment Fevereiro 10, 2009

Locutores do Brasil – Bill / Transamérica Hits (SP)

Add comment Fevereiro 3, 2009


Twitter do blog!






































<

Blogroll

Arquivos

Feeds

Feedjit Live Blog Stats