Myna: Novidade sensacional!

Eis que surge um conceito completamente diferente de DAW. Este é o Myna, o primeiro multitrack on line do mundo. Isso mesmo. Não é um software que instalamos em nosso computador. Myna existe somente na internet e quer saber? É um programa facílimo de mexer e relativamente completo.

Você pode importar qualquer mp3 para o programa, aplicar diversas automações em cada track (fade, gain e pan).  Digamos uma voz já tratada previamente (ou pode gravar direto no Myna) + trilha e voilá, você faz um spot de maneira online e o exporta para onde quiser. Se você grava no Myna, sua voz vai para um servidor e você pode importar novamente ao programa. Você pode aplicar reverb, pitch, equalização, delay, phase, entre outros efeitos, é só clicar duas vezes no arquivo escolhido.  Tem mais: O programa ainda vem com uma respeitável coleção de loops de vários gêneros.

Fiquei muito impressionado com mais essa possibilidade de produção. Imagine as próximas versões?

Aqui um vídeo (em inglês) sobre o Myna:

Vá correndo aqui: http://www.aviary.com/ e clique em “audio editor”.

4 comments Outubro 29, 2009

Caviar com mortadela.

Hoje recebi uma revista  de uma linda garota vestida em malha de ginástica. Era uma ação de marketing da franquia de academias de luxo Runway. Ela veio em minha direção como um imã. Não que eu tenha cara de milionário e sim por estar bons quilinhos acima do peso. Engraçado que pelo mesmo motivo sou igualmente um alvo preferencial de folhetos de pizzarias e restaurantes, rsrsrsrs.

Mas o motivo pelo qual escrevo esse artigo é que ao abrir a publicação, encontro uma página sobre preferências musicais dos frequentadores da Runway. O título é direto: “O que toca no seu IPod?”

Imagino que uma academia que tem mensalidades de 400 reais, em média, atraia um determinado perfil social cujo estilo musical passa longe dos artistas populares, certo? A realidade confirmaria o que a maioria das pessoas (inclusive de rádio) suspeitaria como ideal: Rock, reggae, rock, dance, jazz entre outros.

Nada pode ser mais errado.

Confirmando vários artigos e constatações que faço nos últimos anos, mais uma vez o limite (ou a falta dele) entre gostos musicais se torna evidente nas classes mais abastadas. Escrevi sobre isso aqui, aqui , aqui e aqui.

Em minha  opinião, mais uma vez digo, o público de rádio caminha para uma fusão de formatos musicais. É uma tendência irreversível. O rádio “jovem” (nomenclatura errônea) e “popular” serão um só no futuro. A fronteira entre os estilos praticamente não existe na mentalidade da maioria da população, independente de seus ganhos financeiros. E isso acontece não apenas no Brasil como em todos os países, ainda em escala muito maior.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cantoras country invadem os primeiros lugares dos playlists de rádios CHR – o formato pop dos americanos  (ex: Z100 de Nova York e KIIS FM  de Los Angeles), como Carrie Underwood, Miley Cyrus e Taylor Swift. Esta última ganhou da poderosa Beyoncé o melhor vídeo feminino no canal MTV americano. Não é pouca coisa.

O Brasil infelizmente ainda separa estilo musical de classe social. A boa notícia é que se restringe à uma parcela cada vez menor da população.

Analisando o texto acima, veremos que a entrevistada ouve trance, hip hop e axé, com pitadas de música setaneja e U2. Já o rapaz curte axé, house, sertanejo e forró. Ouve tanto Bruno e Marrone como Red Hot Chilli Peppers.

Sim, eles são frequentadores de uma academia de alto luxo. E possuem escolhas distintas em termos musicais… e não tem a menor vergonha de admitir isso.

Uma grande evolução nos últimos 10 anos.

A verdade é que o mito “música de pobre e música de rico” está em extinção. E é assim que deve ser. Existe música e ponto. Bem feita e mal feita em cada estilo musical.

Um erro recorrente de profissionais de rádio é não identificar essa clara tendência. Presos em seus universos musicais (e muita vezes julgando preferências alheias), perdem seguidas oportunidades. Não apenas limitam suas opções profissionais, como também se privam  de novos desafios e horizontes.

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5 comments Outubro 27, 2009

Heaven’s production…

Clique no desenho para ver em tamanho real.

Add comment Outubro 26, 2009

Memória: The Carpenters na Cidade FM – RJ em 1981.

1 comment Outubro 26, 2009

Rádio pop tem solução?

Rádios pop que mudaram a programação ou acabaram nos últimos anos:

Mania FM – Uberlândia

Cristal FM – Itapeva

Cidade FM – Juiz de Fora

Costa Verde FM – Rio de Janeiro

975 FM – São José dos Campos

97 FM – Goiânia

FM Pop – Porto Belo

7 Colinas FM- Uberada

Max FM – Itajubá

103 FM – Sorocaba

Itaipu FM – Itaipu

Antares FM – Feira de Santana

Isso sem falar na Transamérica Hits em ascenção frente à decadência da pop.

O fim da Venenosa.

Ou ainda mudanças antigas como Extra – Belo Horizonte, Band, Clube – Ribeirão Preto, Mundi FM – Curitiba entre muitas outras.

Perguntas:

O rádio pop LOCAL em mercados menores ou até em algumas capitais no Brasil está morrendo?

Será que ainda é um formato sustentável?

Qual seria a solução? Com vocês, as respostas…

12 comments Outubro 23, 2009

Comerciais da Sky Radio 101 – Holanda.

Bem que o rádio brasileiro poderia ter campanhas assim, né?

Add comment Outubro 23, 2009

Softwares mais utilizados para produção de rádio.

Atendendo a pedidos, aqui estão as principais plataformas em uso nas rádios do Brasil e do mundo. Não tenho por objetivo uma análise técnica, mas sim algumas opiniões e curiosidades sobre cada programa. Todos aliás, excelentes no que se propõem: A produção de chamadas e vinhetas para o rádio.

01) Samplitude.

O atual hit das rádios e produtoras, esse programa vem ganhando muito espaço no mercado pela sua qualidade de som e alguns plugins internos excepcionais. Migrar de outro programa para o Samplitude, no entanto, não é tarefa fácil. Mas uma vez acostumado, você tem em mãos uma poderosa arma de produção.

A versão 11 acaba de ser lançada. Feita pela alemã Magix, a última versão custa 850 euros. Não é nenhuma pechincha.

Visite: http://www.samplitude.com/

02) Vegas.

Programa idealizado principalmente para o vídeo, o Vegas arrebatou imediatamente os produtores de áudio. Ainda é muito utilizado no Brasil e exterior. Argumentos a favor do Vegas: Design simples, sem frescuras e fácil manuseio. Foi a minha escolha por anos. Quem produz com esse software tem grande dificuldade de mudar ( e pra que?), afinal, é o mais prático de todos. Outro destaque é a interatividade com o Sound Forge, pois ambos são da Sony Creative Software.

Preço: 599,95 dólares pelo Vegas Pro 9. Bem mais barato que o Samplitude, mas ainda um pouco caro.

Visite: http://www.sonycreativesoftware.com/

03) Audition.

Mais uma excelente opção. Ainda é o software de rádio mais utilizado nos Estados Unidos. Isso porque nos anos 90 houve um acordo da maior rede de rádios,  a Clear Channel, com a então proprietária, a Syntrillium Software (o nome ainda era Cool Edit), que proveu mais de 1000 rádios com o programa. Mas o padrão ficou.

Em 2003, a versão comercial do Cool Edit foi adquirida pela Adobe, que mudou o nome para Audition.

Tem ótimos plugins nativos, principalmente de equalização e noise reduction, além de ser um dos melhores na masterização.

Custa 499 dólares. Está na versão 3.0.

Visite: http://www.adobe.com/products/audition/

04) Reaper – INDICAÇÃO DO BLOG

Meu atual programa é o Reaper, pelo melhor custo-benefício entre todos. Para começar seu preço é de incríveis 50 dólares, para duas licenças! Traduzindo: Você o instala em duas máquinas por 25 dólares cada. Não existe nada parecido no mercado. Ainda assim, se você não quiser legalizá-lo, pode rodar a versão shareware que todos (!) os seus recursos são operacionais e o programa não expira nunca. A única diferença é que demora alguns segundos a mais para abri-lo.

É a mais estável DAW que já usei. Também sabe quanto ele pesa na sua máquina? 4 MB! Menos que uma mp3. Além ser portátil, quer dizer, você pode colocá-lo em um pen drive com suas produçoes e efeitos e abrí-lo em qualquer máquina, sem instalar nada e depois retirar o pendrive com seu spot pronto. Nenhum multipista da nossa lista faz isso.

Se você é usuário do Vegas, a transição é imediata, pois ele é tão simples quanto o da Sony e faz a integração com o Sound Forge da mesma maneira. O Reaper é muito bem pensado, por exemplo, ao criar uma track horizontal, ele abre um novo canal no mixer. Perfeito!

E no site do desenvolvedor existe um fórum onde os usuários tem contato direto com os programadores, isto indica que o Reaper está em constante evolução. Suas atualizações são praticamente quinzenais, ao contrário de outros que demoram anos. Ah, essas atualizações são gratuitas!

Poderia descrever muito mais, mas é melhor você descobrir. É o menos conhecido (ainda) da nossa relação.

Preço: 50 dólares!

Visite: http://www.reaper.fm/

05) Pro Tools

O campeão da produção de músicas tem invadido os estúdios de rádio, principalmente no mercado americano. O Pro Tools tem um grande trunfo que é a qualidade superior dos seus plugins, muitos feitos exclusivamente para o ele. Isso quer dizer que o resultado final, em mãos profissionais, é imbatível em comparação à todos os outros. Mas as desvantagens também são fortes, como por exemplo o preço, a incompatibilidade com outros softwares, a difícil manuseabilidade e a obrigatoriedade de usar o hardware da Digidesign. Uma versão mais simples do Pro Tools roda em placas da M-Audio ligadas à computadores com processamento intel.

Preço: O distribuidor brasileiro (Quanta) não divulga o valor no site, mas prepare seu bolso.

Visite: http://www.digidesign.com/

06) Sound Forge.

Nosso editor preferido entra na lista como complemento. Muitos gostam de gravar voz ou masterizar o audio final no programa. Uso bastante o prático  side chain, que facilita muito vários procedimentos. Alguns corajosos ainda fazem o spot todo nele, o que não recomendo. Se bem que nas últimas versões existe a possibilidade de usá-lo como multipista.

Preço: 274,95 dólares.

Visite: http://www.sonycreativesoftware.com/soundforge

Outros softwares que ficaram fora da lista são o Sonar,  Live, Nuendo e Cubase pois são muito mais utilizados para produção de músicas. A meta foi mostrar a variedade das workstation digitais para o rádio.

O principal é que por melhor que seja os programas, felizmente o que faz a diferença á a criatividade do fator humano.

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18 comments Outubro 20, 2009

MTV sai vitoriosa da disputa com o Ecad!

Do Meio & Mensagem:

Sentença do Supremo Tribunal de Justiça desobriga a emissora do pagamento da taxa de direito autoral sobre seu faturamento após um processo de mais de dez anos

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Depois de mais de dez anos de disputa, a MTV Brasil saiu vitoriosa da questão travada contra o Escritório Arrecadador de Direitos Autorais (Ecad). O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) sentenciou nessa última quinta-feira, 15, que a emissora não poderá mais ser alvo da cobrança da taxa de 2,5% sobre seu faturamento bruto imposta pelo órgão.

A MTV já havia sido declarada vencedora do processo em primeira e em segunda instância. Dessa vez, a decisão definitiva do STJ acatou os argumentos relatados pela emissora musical, que questionava a postura e os procedimentos de fiscalização e de cobrança da entidade de proteção autoral.

Como regra, o Ecad estabelece uma cobrança fixa de um percentual de 2,5% sobre o faturamento bruto de todas as emissoras que utilizem conteúdo musical ou outras obras de artistas. O embate reside no fato de que, na maioria das vezes, a negociação pela aquisição dos direitos de uso e reprodução de obras artísticas e musicais é feita diretamente entre a emissora e o artista. Por isso, as redes de televisão interpretam a taxa do Ecad como uma segunda cobrança e como um ônus adicional a algo que, na maior parte dos casos, já está quitado.

“Nenhuma emissora se recusa a arcar com os pagamentos pelos direitos autorais, mas o Ecad não pode fazer com que elas sejam obrigadas a pagar duas vezes. Essa vitória não é significativa só para a MTV, mas para todas as emissoras”, pontua a diretora de Business Affair da MTV, Lara Andrade. Ela também explica que um dos pontos fundamentais reclamados pela emissora no processo seria a postura de imposição utilizada pelo Ecad para aplicar as suas determinações. Como regra, a entidade de proteção impõe a interrupção de sinal ou o bloqueio da veiculação de conteúdos como punição para as emissoras que não efetuam o pagamento das taxas por ele determinadas.

Como defesa, o Ecad alega que há uma interpretação errônea, por parte das emissoras, entre a aquisição de uma obra musical e o seu direito de exibição pública. “Por mais que tenham negociado a compra das músicas com os autores, as emissoras devem arcar com a exibição das obras. Não podemos conceber que veículos que vivam de música se recusem a pagar por elas”, declara o gerente executivo jurídico do Ecad, Samuel Fahel. Ele afirma que a entidade aguarda a publicação da sentença para estudar melhor o caso e entrar com novos recursos contra a decisão judicial.

Apesar do revés dessa ocasião, a entidade saiu vitoriosa em outro processo julgado recentemente. Em junho, a entidade conquistou o direito de cobrar R$ 70 milhões da TV Bandeirantes por conta de direitos autorais das músicas exibidas pela emissora. A TV A também foi alvo de um processo movido pelo Ecad e foi obrigada a arcar com o pagamento mensal da taxa de 2,5% sobre seu faturamento.

6 comments Outubro 20, 2009

Homenagem aos produtores/ editores de rádio.

Quando eu vi esse trailer do filme This is it, do Michael Jackson me deu vontade de ir ao cinema imediatamente. A edição perfeita de imagens e sons me proporcionou isso. Quando ouço uma rádio bem feita, sei que ali tem um cara na ”cozinha” que sabe do riscado. Esse sujeito é quase sempre completamente anônimo, mas é nele que depositamos um dos pilares do rádio: A plástica.  A maioria das vezes, além de ser um dos funcionários que mais trabalham, são um dos menos valorizados. Alguns não vacilam em ficar um ou duas horas além do necessário só para ouvir um resultado impecável no ar. Sei porque muitas vezes faço assim.

Caro diretor de rádio, se você também sabe disso, RECONHEÇA esse profissional.

1 comment Outubro 19, 2009

Visite a 92.3 Now FM – NY

Essa é a concorrente da Z100. Esse é o estúdio provisório (imagina o definitivo) e foi usado pelo fera Howard Stern, o locutor mais rico do mundo. A mesa tem quantos canais? 538? Hahahaha!

1 comment Outubro 19, 2009

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